O teste é bem rapidinho!! Aborda alguns tópicos onde as pessoas costumam falar "eu não tenho preconceito, mas (alguma frase preconceituosa)"
Racismo:
1) Não existe racismo no Brasil! a) sim b) não
2) Não é justo um negro andar com uma camisa 100% negro e eu branco não poder andar com uma 100% branco. a) sim b) não
3) Se tem o dia do orgulho negro deveria também ter o dia do orgulho branco! a) sim b) não
Cotas raciais:
1) Não correspondem a realidade, pois o brasileiro não é racista! a) sim b) não
2) É descriminação dos brancos! a) sim b) não
3) Para o vestibular não importa sua cor e sim quanto você estudou, pois é meritocrático! a) sim b) não
Homossexualidade:
1) Homossexuais querem ter mais direitos do que eu! a) sim b) não
2) Homossexuais querem converter as pessoas ao homossexualismo! a) sim b) não
3) Eles querem ser respeitados, mas não respeitam os outros! a) sim b) não
4) Querem me proibir de expressar a minha opinião de que ser gay é errado! a) sim b) não
Feminismo:
1) Mulher tem que ser feminina e não feminista! a) sim b) não
2) Feministas são um bando de histéricas que veem problema em tudo! a) sim b) não
3) Elas querem ter mais direitos do que os homens! a) sim b) não
Direitos Humanos:
1) Direitos Humanos tem que ser para humanos direitos! a) sim b) não
2) Ninguém defende os direitos humanos das vitimas! a) sim b) não
3) Direitos humanos deveria ser chamado de direito dos Manos! a) sim b) não
4) Deveria defender os direitos do cidadão de bem ao invés do de vagabundo! a) sim b) não
Corrupção:
1) É culpa dos pobres que não sabem votar direito! a) sim b) não
2) É culpa do PT! Antes não se via noticia de corrupção como se vê hoje! a) sim b) não
3) Não existia na época da ditadura! a) sim b) não
4) O Brasil tem o governo que merece! a) sim b) não
Quantos SIM você respondeu??? Mais de 1? Pelo menos 1 em cada tópico? Sinto muito informar! Mas você é reacionárix!
Mas já que você é reacionárix tem um ótimo produto sendo vendido no blog da Aline Valek!!!
http://www.alinevalek.com.br/blog/2012/10/cansado-de-ser-chamado-de-reacionario/
Me transformando em feminista!
sábado, 20 de julho de 2013
terça-feira, 9 de julho de 2013
União Européia e as Cotas para Mulheres nos Conselhos de Empresas
Sim é realmente isso que você leu no título a União Europeia está decidindo por estabelecer cotas de 30% para mulheres nos conselhos das empresas até 2015 e 40% até 2020! Sim! É isso mesmo!! É claro que sempre tem o eterno argumento de que cota não resolve o problema, mas fazer com que os homens e suas empresas precisem engolir goela abaixo as mulheres pra mim o que importa é que teremos mais oportunidade.
Porque isso é tão importante?
Primeiro quando pensamos em diferença de gênero nesse mundo capitalista a primeira coisa que vem na cabeça é a diferença salarial. Na UE a coisa é um pouco menos pior, sim a expressão é menos pior mesmo... por que querer que eu diga melhor é demais pra mim, quando você analisa Alemanha, Holanda e Finlândia a mulher recebe em média cerca de 20% a menos que o homem, melhora mais na Bélgica, Noruega que fica um pouco menos de 10% (aumentando a diferença se existe filhos). Não vamos comentar do Brasil que é em média no mínimo 30% dependendo da profissão e crescendo no nível hierárquico a diferença só aumenta. (na computação a situação é pior do que a média nacional =~~~ )
Segundo o as mulheres demoram quase o dobro de tempo para serem promovida do que os homens no Brasil (eu sei que o texto é sobre a união européia mas atente-se que os padrões de desigualdade se mantem em maior ou menor grau! o que importa é que a mulher demorar mais pra ser promovida).
Sempre que eu preciso falar sobre isso lembro de uma entrevista de uma diretora de RH da J&J onde ela comenta que logo que assumiu precisou ouvir do seu chefe que ele preferia um homem no lugar dela, que ela só subiu porque foi uma indicação que veio de cima. Depois disso, ela ajudou a criar uma politica na empresa que para toda promoção que fosse abrir, pelo menos 1 mulher deveria concorrer, e se no setor não existisse nenhuma mulher com capacidade para concorrer a empresa deveria trabalhar nesse setor e buscar uma solução para isso. Com isso a J&J é exemplo de liderança feminina e de empresa para mim.
Já podemos perceber que as mulheres ganham menos e demoram mais a ser promovidas. E olha que nem chegamos a comentar abusos e problemas diários que são enfrentados. Dentro não só do mercado de trabalho, mas como dentro da universidade, ausência de representatividade, cobranças diferenciadas e outras mazelas mais sofridas.
Depois de saber desses problemas básicos... você ainda acha um absurdo as cotas para mulheres?
Porque isso é tão importante?
Primeiro quando pensamos em diferença de gênero nesse mundo capitalista a primeira coisa que vem na cabeça é a diferença salarial. Na UE a coisa é um pouco menos pior, sim a expressão é menos pior mesmo... por que querer que eu diga melhor é demais pra mim, quando você analisa Alemanha, Holanda e Finlândia a mulher recebe em média cerca de 20% a menos que o homem, melhora mais na Bélgica, Noruega que fica um pouco menos de 10% (aumentando a diferença se existe filhos). Não vamos comentar do Brasil que é em média no mínimo 30% dependendo da profissão e crescendo no nível hierárquico a diferença só aumenta. (na computação a situação é pior do que a média nacional =~~~ )
Segundo o as mulheres demoram quase o dobro de tempo para serem promovida do que os homens no Brasil (eu sei que o texto é sobre a união européia mas atente-se que os padrões de desigualdade se mantem em maior ou menor grau! o que importa é que a mulher demorar mais pra ser promovida).
Sempre que eu preciso falar sobre isso lembro de uma entrevista de uma diretora de RH da J&J onde ela comenta que logo que assumiu precisou ouvir do seu chefe que ele preferia um homem no lugar dela, que ela só subiu porque foi uma indicação que veio de cima. Depois disso, ela ajudou a criar uma politica na empresa que para toda promoção que fosse abrir, pelo menos 1 mulher deveria concorrer, e se no setor não existisse nenhuma mulher com capacidade para concorrer a empresa deveria trabalhar nesse setor e buscar uma solução para isso. Com isso a J&J é exemplo de liderança feminina e de empresa para mim.
Já podemos perceber que as mulheres ganham menos e demoram mais a ser promovidas. E olha que nem chegamos a comentar abusos e problemas diários que são enfrentados. Dentro não só do mercado de trabalho, mas como dentro da universidade, ausência de representatividade, cobranças diferenciadas e outras mazelas mais sofridas.
Depois de saber desses problemas básicos... você ainda acha um absurdo as cotas para mulheres?
domingo, 7 de julho de 2013
O feminismo e as putas
A pauta da prostituição é sempre muito confusa e difícil. Mas o que eu mais quero com esse texto é ouvir opiniões e debater sobre o tema.
Posição contraria:
Na lógica do mundo em que vivemos, onde tudo se converte em mercadoria, o corpo feminino facilmente se transforma em uma mercadoria e não podemos pensar na prostituição sem entender o contexto que levas essas mulheres a entrarem nessa profissão, que está geralmente associada a pobreza. Que a mulher em nenhum contexto é tratada de acordo com o mérito do seu trabalho, tendo sempre uma imagem atrelada ao seu gênero. Que os homens estão isentos da reprovação por se utilizar desses serviços enquanto as mulheres carregam censuras e estigmas, reforçando a diferença entre homens e mulheres.
" A questão ética levantada pela prostituição, que envolve a violação dos direitos humanos é dissolvida na vicissitude do vocabulário, substituído pela conotação “trabalhador”, que legitima a ideia superficial de uma profissão como qualquer outra. "(LEGARDINIER, 1998, p.01).
Que os projetos de lei que legitima a prostituição são um retrocesso, pois legitima a exploração do corpo e da vida dessas mulheres, pois o exercício da prostituição para a maioria das mulheres não é uma escolha, é uma condição a qual elas se sujeitam para garantir sua existência.
Posição favorável:
Uma das pautas do feminismo é a mulher ser dona do seu próprio corpo, tendo assim todos os direitos e poderes sobre ele, seja para intervenções de esterilidade, seja para aborto, ou mesmo para a liberação sexual. E é aí que o complica para mim, porque o que me passa é a ideia de que você pode dar para 10 homens por noite se você quiser tendo em vista o seu direito a sua liberdade sexual, mas se cobrar por isso nós feministas não apoiamos!!
Sobre a condição social da prostituta, no discurso de que a maioria das prostitutas aceitam esse trabalho por falta de oportunidade para exercer algum outro, eu discordo, nos muitos relatos que li percebo algo comum, elas tinha um trabalho que as pagava muito mal e no qual se sentiam exploradas (trabalhando para a casa dos outros, lavando roupa pra fora, algum trabalho insalubre) e descobriram a prostituição, seja em um momento de desespero em que perderam seus empregos, precisavam de um dinheiro extra, ou ouvindo falar de uma oportunidade de ganhar mais, e elas perceberam que valia a pena ser puta!
Monique (famosa prostituta do twitter) ela faz uma defesa clara, o trabalhador seja qual for, aluga seu tempo e sua força de trabalho, e é o que faz uma prostituta,
" Percebam: alugar seu tempo não é equivalente a alugar ou vender seu corpo, como pensam tantos/as. Quem contrata os serviços de uma prostituta não tem direito ao abuso ou à violência. Há uma diferença sensível, porém importante, entre um conceito e outro."
------------------------------------------------------------------------------------------------------------
É sempre muito complexo falar sobre prostituição, mas acho que é importante para o universo feminino e feminista lutar por melhores condições de vida e de trabalho para essas profissionais! Porque a puta é uma profissional autônoma ou associada e ela merece ter direitos trabalhistas e sociais como qualquer outro trabalhador autônomo ou associado.
Posição contraria:
Na lógica do mundo em que vivemos, onde tudo se converte em mercadoria, o corpo feminino facilmente se transforma em uma mercadoria e não podemos pensar na prostituição sem entender o contexto que levas essas mulheres a entrarem nessa profissão, que está geralmente associada a pobreza. Que a mulher em nenhum contexto é tratada de acordo com o mérito do seu trabalho, tendo sempre uma imagem atrelada ao seu gênero. Que os homens estão isentos da reprovação por se utilizar desses serviços enquanto as mulheres carregam censuras e estigmas, reforçando a diferença entre homens e mulheres.
" A questão ética levantada pela prostituição, que envolve a violação dos direitos humanos é dissolvida na vicissitude do vocabulário, substituído pela conotação “trabalhador”, que legitima a ideia superficial de uma profissão como qualquer outra. "(LEGARDINIER, 1998, p.01).
Que os projetos de lei que legitima a prostituição são um retrocesso, pois legitima a exploração do corpo e da vida dessas mulheres, pois o exercício da prostituição para a maioria das mulheres não é uma escolha, é uma condição a qual elas se sujeitam para garantir sua existência.
Posição favorável:
Uma das pautas do feminismo é a mulher ser dona do seu próprio corpo, tendo assim todos os direitos e poderes sobre ele, seja para intervenções de esterilidade, seja para aborto, ou mesmo para a liberação sexual. E é aí que o complica para mim, porque o que me passa é a ideia de que você pode dar para 10 homens por noite se você quiser tendo em vista o seu direito a sua liberdade sexual, mas se cobrar por isso nós feministas não apoiamos!!
Sobre a condição social da prostituta, no discurso de que a maioria das prostitutas aceitam esse trabalho por falta de oportunidade para exercer algum outro, eu discordo, nos muitos relatos que li percebo algo comum, elas tinha um trabalho que as pagava muito mal e no qual se sentiam exploradas (trabalhando para a casa dos outros, lavando roupa pra fora, algum trabalho insalubre) e descobriram a prostituição, seja em um momento de desespero em que perderam seus empregos, precisavam de um dinheiro extra, ou ouvindo falar de uma oportunidade de ganhar mais, e elas perceberam que valia a pena ser puta!
Monique (famosa prostituta do twitter) ela faz uma defesa clara, o trabalhador seja qual for, aluga seu tempo e sua força de trabalho, e é o que faz uma prostituta,
" Percebam: alugar seu tempo não é equivalente a alugar ou vender seu corpo, como pensam tantos/as. Quem contrata os serviços de uma prostituta não tem direito ao abuso ou à violência. Há uma diferença sensível, porém importante, entre um conceito e outro."
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É sempre muito complexo falar sobre prostituição, mas acho que é importante para o universo feminino e feminista lutar por melhores condições de vida e de trabalho para essas profissionais! Porque a puta é uma profissional autônoma ou associada e ela merece ter direitos trabalhistas e sociais como qualquer outro trabalhador autônomo ou associado.
sábado, 22 de junho de 2013
Os Gritos de "Vai Tomar no Cu!!" e o #SeAssumeDilma!
Preciso relatar os meus descontentamento com gritos de "vai tomar no cu", posso até ser chamada de chata, mas me incomoda politicamente esses gritos, mas homofobia se combate todo dia! E esse grito passa a ideia de ofensa a um ato comumente praticado pelos gays. Trazendo a ideia de que esse ato seria algo ruim. O que passa a ideia de que ser gay é algo ruim. Essa heteronormatividade me incomoda.
E o #SeAssumeDilma consegue ser ainda pior do que o "vai tomar no cu"!!! Porque além de homofóbico é machista! O porque do machismo: a questão não é o por quê do questionamento da sexualidade da presidentA? mas sim, o por quê do questionamento da sexualidade de qualquer mulher que seja uma líder, que tenha muito poder, que seja forte? Na concepção do ser machista, uma MULHER não pode ser tão forte, tão importante, uma grande líder se não tiver alguma "característica masculina", bom, mas ela é mulher então o que podemos fazer para masculiniza-la?? afirmar que ela é homossexual, pelo menos assim ela vai gostar de mulher como "todo bom homem"!
Mas por que também é homofóbico? Porque você querido leitor, eleitor e cidadão não tem nada haver com a sexualidade dela. Se importar com a sexualidade dos outros é uma característica homofóbica. Se ela é ou não homossexual, caso seja, se decide ou não expor a sua sexualidade é uma opção dela! Você não pede para os héteros afirmarem a sua heterossexualidade, por que você se sente no direito de exigir que um homossexual a afirme?
E o #SeAssumeDilma consegue ser ainda pior do que o "vai tomar no cu"!!! Porque além de homofóbico é machista! O porque do machismo: a questão não é o por quê do questionamento da sexualidade da presidentA? mas sim, o por quê do questionamento da sexualidade de qualquer mulher que seja uma líder, que tenha muito poder, que seja forte? Na concepção do ser machista, uma MULHER não pode ser tão forte, tão importante, uma grande líder se não tiver alguma "característica masculina", bom, mas ela é mulher então o que podemos fazer para masculiniza-la?? afirmar que ela é homossexual, pelo menos assim ela vai gostar de mulher como "todo bom homem"!
Mas por que também é homofóbico? Porque você querido leitor, eleitor e cidadão não tem nada haver com a sexualidade dela. Se importar com a sexualidade dos outros é uma característica homofóbica. Se ela é ou não homossexual, caso seja, se decide ou não expor a sua sexualidade é uma opção dela! Você não pede para os héteros afirmarem a sua heterossexualidade, por que você se sente no direito de exigir que um homossexual a afirme?
A Mídia e o "Vandalismo"
Momento globo repórter! Quem são os vândalos? Onde eles vivem? Como é seu cotidiano?
Quem são os vândalos: majoritariamente jovens homens negros.
Onde eles vivem: na periferia.
Como é seu cotidiano: sofrem muita violência da policia e muita opressão do estado.
Então vamos sair um pouco dessa bolha de classe media burguesa que vivemos e vamos entender a situação destes.
Estamos analisando um jovem que sofre preconceito por ser negro e por ser da periferia. Que sofre diariamente a opressão da polícia. Que vê seus amigos, irmãos sendo mortos pela polícia, muitas vezes sem nenhuma razão. Só por ser um jovem negro da periferia.
É esse cara que realmente sofre com o mau funcionamento das escolas públicas e dos hospitais. Porque a localizaçao da escola publica também faz diferença na qualidade dela, no sentido de que os professores sao alocados, os melhores, os que tem mais poder, nao querem ir para aquela escola no meio da periferia violenta, que os diretores dessas escolas acreditam pouco nesses estudantes (por favor, é uma generalização, sei que tem muita professor bom que vai pra periferia porque acha que é lá que precisam mais dele, que tem muito diretor que faz de tudo pra tentar mudar a realidade em torno da sua escola). Esse jovem mora onde o posto de saúde da sua região as vezes tem médico uma vez por semana, ou que só vai pela manhã ou só a tarde, um medico apenas. Porque os médicos também não querem ir para essas periferias mais violentas (também sei que tem muitos que praticam seu trabalho em péssimas condições para se manter ali ajudando quem realmente precisa).
E chegam as manifestações!!!!
Agora vamos pegar esse jovem super oprimido, cheio de rancor com o estado, cheio de raiva da polícia! Que atitude você espera dele???? Agora é o primeiro momento onde ele consegue se libertar dessas amarras da opressão e descontar tudo o que ele sente todos os dias no estado e na polícia! Agora é o momento de revidar tudo o que acontece com ele.
E é nessa manifestação que a classe média se une pra reclamar da sua "opressão", sendo que prioriza e se contradiz ao oprimir os que são realmente oprimidos. A mídia faz todo o esforço de diferenciar "os verdadeiros manifestantes" desses "vândalos" que precisam mesmo é ser oprimidos! Eles precisam ser compreendidos e escutado!!!!
Quem são os vândalos: majoritariamente jovens homens negros.
Onde eles vivem: na periferia.
Como é seu cotidiano: sofrem muita violência da policia e muita opressão do estado.
Então vamos sair um pouco dessa bolha de classe media burguesa que vivemos e vamos entender a situação destes.
Estamos analisando um jovem que sofre preconceito por ser negro e por ser da periferia. Que sofre diariamente a opressão da polícia. Que vê seus amigos, irmãos sendo mortos pela polícia, muitas vezes sem nenhuma razão. Só por ser um jovem negro da periferia.
É esse cara que realmente sofre com o mau funcionamento das escolas públicas e dos hospitais. Porque a localizaçao da escola publica também faz diferença na qualidade dela, no sentido de que os professores sao alocados, os melhores, os que tem mais poder, nao querem ir para aquela escola no meio da periferia violenta, que os diretores dessas escolas acreditam pouco nesses estudantes (por favor, é uma generalização, sei que tem muita professor bom que vai pra periferia porque acha que é lá que precisam mais dele, que tem muito diretor que faz de tudo pra tentar mudar a realidade em torno da sua escola). Esse jovem mora onde o posto de saúde da sua região as vezes tem médico uma vez por semana, ou que só vai pela manhã ou só a tarde, um medico apenas. Porque os médicos também não querem ir para essas periferias mais violentas (também sei que tem muitos que praticam seu trabalho em péssimas condições para se manter ali ajudando quem realmente precisa).
E chegam as manifestações!!!!
Agora vamos pegar esse jovem super oprimido, cheio de rancor com o estado, cheio de raiva da polícia! Que atitude você espera dele???? Agora é o primeiro momento onde ele consegue se libertar dessas amarras da opressão e descontar tudo o que ele sente todos os dias no estado e na polícia! Agora é o momento de revidar tudo o que acontece com ele.
E é nessa manifestação que a classe média se une pra reclamar da sua "opressão", sendo que prioriza e se contradiz ao oprimir os que são realmente oprimidos. A mídia faz todo o esforço de diferenciar "os verdadeiros manifestantes" desses "vândalos" que precisam mesmo é ser oprimidos! Eles precisam ser compreendidos e escutado!!!!
quarta-feira, 19 de junho de 2013
As manifestações e a misoginia.
O conservadorismo que tomou conta das manifestações me assustam. A revista Veja mudando seu editorial e se mostrando a favor, Arnaldo Jabor se manifestando a favor, isso me dá um frio na espinha sem tamanho. Eu defendo o ponto de que essa tentativa de pluralização dos anseios das manifestações é mais uma minimização do que uma real ampliação do que elas podem vir a representar. Eu venho aqui dizer que me manifesto pelos 20 centavos! Venho fazer a manifestação contra os 3,30 que se paga de tarifa em Campinas. O transporte é PUBLICO então se espera que seja acessível. R$6,60 para sair de casa, seja para a escola, para a faculdade, para o trabalho, para se divertir, não é acessível.
Mas o motivo que me traz a esse post é a misoginia que foi vista em várias da manifestações. Seja através de cartazes que desrespeitam a presidenta não pela sua capacidade, mas com comentários de gênero a chamando de vaca.
Achar que o Brasil tá acordando é tentar ignorar a luta constante de vários movimentos sociais, do movimento LGBT, do movimento negro, das feministas. É uma tentativa de desvalorizar todos esses movimentos, mas não é difícil perceber o quanto nós mulheres somos ignoradas que dentro dessa manifestação você percebe a misoginia de uma parte de seus manifestantes.
Esse tipo de afirmação possui 2 pressupostos básicos:
1o uma mulher possui um valor mercadológico, sendo vista como uma propriedade, e esse valor é barato.
2o você pode ofender ao homem ofendendo uma mulher que seja próxima, no caso a mãe, porque essa mulher é, no seu entendimento misógino, uma propriedade e ela pertence a esse homem, no caso o filho, então você o atinge ofendo a sua propriedade.
Mas o motivo que me traz a esse post é a misoginia que foi vista em várias da manifestações. Seja através de cartazes que desrespeitam a presidenta não pela sua capacidade, mas com comentários de gênero a chamando de vaca.
Achar que o Brasil tá acordando é tentar ignorar a luta constante de vários movimentos sociais, do movimento LGBT, do movimento negro, das feministas. É uma tentativa de desvalorizar todos esses movimentos, mas não é difícil perceber o quanto nós mulheres somos ignoradas que dentro dessa manifestação você percebe a misoginia de uma parte de seus manifestantes.
Esse tipo de afirmação possui 2 pressupostos básicos:
1o uma mulher possui um valor mercadológico, sendo vista como uma propriedade, e esse valor é barato.
2o você pode ofender ao homem ofendendo uma mulher que seja próxima, no caso a mãe, porque essa mulher é, no seu entendimento misógino, uma propriedade e ela pertence a esse homem, no caso o filho, então você o atinge ofendo a sua propriedade.
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