O conservadorismo que tomou conta das manifestações me assustam. A revista Veja mudando seu editorial e se mostrando a favor, Arnaldo Jabor se manifestando a favor, isso me dá um frio na espinha sem tamanho. Eu defendo o ponto de que essa tentativa de pluralização dos anseios das manifestações é mais uma minimização do que uma real ampliação do que elas podem vir a representar. Eu venho aqui dizer que me manifesto pelos 20 centavos! Venho fazer a manifestação contra os 3,30 que se paga de tarifa em Campinas. O transporte é PUBLICO então se espera que seja acessível. R$6,60 para sair de casa, seja para a escola, para a faculdade, para o trabalho, para se divertir, não é acessível.
Mas o motivo que me traz a esse post é a misoginia que foi vista em várias da manifestações. Seja através de cartazes que desrespeitam a presidenta não pela sua capacidade, mas com comentários de gênero a chamando de vaca.
Achar que o Brasil tá acordando é tentar ignorar a luta constante de vários movimentos sociais, do movimento LGBT, do movimento negro, das feministas. É uma tentativa de desvalorizar todos esses movimentos, mas não é difícil perceber o quanto nós mulheres somos ignoradas que dentro dessa manifestação você percebe a misoginia de uma parte de seus manifestantes.
Esse tipo de afirmação possui 2 pressupostos básicos:
1o uma mulher possui um valor mercadológico, sendo vista como uma propriedade, e esse valor é barato.
2o você pode ofender ao homem ofendendo uma mulher que seja próxima, no caso a mãe, porque essa mulher é, no seu entendimento misógino, uma propriedade e ela pertence a esse homem, no caso o filho, então você o atinge ofendo a sua propriedade.


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